Produção de uva alavanca fruticultura local

Mari Soek | 30 de mai de 2017
Foto- Toninho Anhaia
A fruticultura é um dos setores produtivos que mais têm se destacado e evoluído no Paraná e região dos Campos Gerais. O Brasil é o 3º maior produtor de frutas do mundo e o Estado é o 8º maior, segundo a pesquisa feita em 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e Secretaria do Estado da Agricultura e Abastecimento (SEAB). Os dados econômicos são positivos, a renda média bruta anual em 2016 de uma propriedade frutífera fica entre 5 a 6 mil por hectare. Isso se dá pelo fato do Paraná ser uma região com forte transição climática e vários tipos de solo.
De acordo com o coordenador do Laboratório de Biotecnologia Aplicada à fruticultura da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o Paraná é uma região com forte transição climática e vários tipos de solo. Essa condição faz com que haja grande diversificação na produção. “Por causa disso, os pequenos produtores têm aumentado suas produções com frutas como mirtilo, pêssego, ameixa, uva, morango e outras”.
Ayub explica que a fruticultura é uma atividade que se mantém, apesar da retração econômica que o país tem enfrentado. “A crise restringiu o consumo e isso foi sentido pelos produtores, principalmente por aqueles produtores que armazenam o fruto de um ano para o outro, mas aquele produto que é sazonal o produtor foi menos afetado”.
Em Ponta Grossa uma das principais produções frutíferas é a uva, com aproximadamente 10 a 12 hectares plantados por videira. O agricultor, viticultor e engenheiro agrônomo, Marcello Sozim, um dos principais produtores de uva da cidade, trabalha com as uvas rusticas, variedade americana, Niágara, Rosada e Branca. Com colheita média de 50 a 80 mil toneladas por safra entre dezembro e final de janeiro, e nessa mesma época é onde mais emprega pessoas para ajudar na colheita. “São 10 a 15 pessoas empregadas temporariamente”, afirmou Marcello So zim. Toda produção é comercializada na cidade em supermercados e na própria propriedade, com venda direta ao consumidor e com vinhos e doces como derivados da fruta.
Segundo Sozim, a principal dificuldade é a questão climática, ao ocorrer um clima com excesso de chuva a planta absorve mais agua do solo e não consegue concentrar tanto açúcar na fruta, ficando então com maior teor de água e menor teor de açúcar e isso pode atrasar a colheita.
O Sindicato Rural apoia e auxilia a promoção e divulgação dos eventos de fruticultura, como a Feira da Uva. “Apoiamos a promover a comercialização e procuramos trazer a união do produtor ao consumidor”, declarou o Presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa, Gustavo Ribas Netto.
Cultura de Amora
A amora assim como a uva tem espaço na fruticultura local. A engenheira agrônoma, Anneleen Dewulf, trabalha com a amora silvestre na propriedade Porto Brazos. Na região dos Campos Gerais o solo e o clima são propícios para o desenvolvimento da amora brazos, variedade da amora que tem na propriedade.
São mais de dez produtos derivados da amora fabricados na fazenda. Eles são comercializados na propriedade ou em empórios, adegas, supermercados ou pontos turísticos como o Parque Estadual de Vila Velha, além do site onde os produtos também podem ser adquiridos. Segundo Anneleen todos os produtos são a base da amora e produzidos artesanalmente desde a matéria prima até o produto final. E não contém corante, conservantes e agrotóxicos. “As amoras utilizadas nos produtos da adega são produzidas naturalmente, sem a utilização de agrotóxicos. Também são colhidas manualmente e selecionadas uma a uma para a produção das bebidas, geleias e caldas”, afirma.
Expectativas

 O que segura a expansão da fruticultura é o consumo no mercado interno. O número hoje é de 153 gramas diárias enquanto a média recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 400 gramas por dia. As expectativas do setor para 2017 são positivas. Ponta Grossa está se tornando uma grande cidade, aumentando o número de habitantes e seu poder aquisitivo. Como consequência disso, aumenta-se a demanda e produção.
Galera, essa é a minha matéria do jornal laboratório da faculdade. Decidi liberar pra vocês, espero que gostem, É um assunto bem diferente do que é tratado aqui, mas acho válido postar. 

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