A maior mudança. A felicidade constante.

Mari Soek | 27 de jan de 2016

Eu enrolei muito pra escrever isso, eu não sabia exatamente o que deveria falar aqui e o quanto eu deveria me abrir. Até que percebi que o meu intuito de escrever, é escrever o que meu coração manda, é por isso que fazer isso me deixa aliviada porque eu coloco na pagina em branco exatamente o que sinto. Além do mais, percebi que o que faltava no blog sou eu, talvez mais proximidade com vocês e é em cima disso que vou fazer esse post. 

A minha vida mudou pra caramba. Tudo. Tudinho mesmo. 2015 foi um ano de pressão absoluta, pressão da parte da minha família, dos meus amigos, professores, namorado e muita pressão vinda de mim mesma. 
Era cobrança por atenção, por trabalho, por dedicação, por foco. Desenvolvi problemas como ansiedade, eu sempre fui ansiosa mas ano passado isso só piorou, comecei com crises de pânico também. Mas também desenvolvi coisas ótimas, como amor próprio e autoconfiança. 

O meu foco inicial era passar na UEPG, estudei muito pra isso, eu acordava 8hrs da manha e passava o dia estudando. Como teve greve dos professores eu nem tinha ajuda dos professores do colégio, depois que as aulas voltaram a correria foi tanta para colocar tudo em ordem que passávamos por cima de cada assunto com rapidez, não assinei nenhum cursinho online também. Eu não consegui passar, fiquei em lista de espera. Confesso que foi bem chocante, eu estava confiante que ia conseguir, afinal eu me dediquei tanto. Depois de muito chorar, eu entendi que 1) obviamente eu não estudei o suficiente e 2) tudo bem, as coisas sempre dão certo no final. 

Depois que passou o vestibular, ENEM, e PSS eu consegui relaxar. Um pouco, na verdade. Mesmo que o resultado não fosse o esperado, eu me senti aliviada, e feliz. Feliz porque fui até o fim, feliz porque sei que eu me esforcei. Mas meu coração ainda pesava. Tentei enrolar que era por causa das provas finais do colégio, ou porque eu ainda não tinha entrado na faculdade.  Até que veio a noticia de que eu tinha entrado na faculdade privada. 
Eu nunca pensei em tentar uma faculdade paga, confesso. Minha opinião era bem burra e mente fechada, confesso de novo. 
"Onde já se viu, estudei a vida toda em colégio publico e agora vou pagar faculdade? Jamais" Eu dizia. 
O problema é que mesmo que eu passasse na UEPG e não tivesse que pagar faculdade, eu teria que me mudar, estudar o dia todo (o curso é integral) e não teria como trabalhar e me manter lá, eu só percebi isso depois que a afobação passou, depois que respirei aliviada pelo vestibular ter passado.

Enfim, a aprovação numa faculdade privada é quase obvia. Mas isso não fez com que a comemoração passasse em branco, é obvio que não. 
Se alguém aqui está lendo esse texto e passou ou vai prestar pra uma faculdade paga e não se permite ficar feliz e postar no facebook, te digo uma coisa, DEIXA DISSO, faz textão sim. Faz trote sim. Fica feliz sim. Chora. Se quiser, faça até faixa e coloque no sinaleiro (isso só acontece aqui no meu interior? hahaha), não importa se é fácil, não deixe que isso te desanime. Eu quase deixei, quase senti vergonha de comemorar mas fazer faculdade privada não faz de você burro por não passar na publica. Eu percebi isso agora. É todo aquele mi-mi-mi de "você cuspe pra cima e cai na testa" foi exatamente isso que aconteceu comigo. 

O problema é que o peso no coração continuou, eu me afastei de tudo. Eu mudei tudo. Até cortei o cabelo bem curtinho, beleza, cortei para doar mas também pra mudar. E puta merda, alguma coisa não estava certa. Por que eu não me sentia aliviada e completamente feliz? Fui atrás de novas amizades. Tentei me aproximar mais ainda da minha família. Até dei um tempo no livro que estava lendo, porque vai que é isso né? Pedi conselho pra tia da cantina, pra colega do colégio, pro espelho. Ai eu descobri. No fundo eu sempre soube só tinha medo de admitir, depois de ouvir algumas palavras ofensivas ditas meio que sem querer, eu soube exatamente o que tinha que fazer, e fiz. 

É desesperador acordar um dia e não mandar "bom dia amor" no WhatsApp, é medonho porque a sensação que dá é que tudo desmoronou. Ainda mais quando isso já acontecia a dois anos.  
Eu sempre gostei de mudança, sempre foi uma coisa que me animava, eu gostava de mudar até o lanche que pedia na Banca da Cida, pedir a mesma coisa muitas vezes seguidas me dava agonia. Fazer o que, eu não posso me sentir presa a alguém ou alguma coisa. Só que quando a mudança vem de uma coisa que tá tão enraizada no coração da gente, ela dói. Ela arde.  Mas essa dor é necessária, porque depois de senti-la, depois de me arrepender, depois de me sentir aliviada, eu também senti o que desejava sentir, a tal da felicidade constante.
É engraçado quando a gente fica feliz com uma coisa ruim, a gente até se sente a pior pessoa do mundo, a questão é que aquilo foi o melhor naquele momento, o melhor pra mim. 

É por isso que eu digo que 2015 foi o ano de mudanças, eu nunca mudei tanto na minha vida. Eu me tornei alguém melhor, eu consegui colocar o meu bem estar na frente de qualquer coisa ou qualquer pessoa, foi difícil, mas eu consegui.  
No final, eu realizei todas as minhas metas por linhas meio tortas, acho que é assim que Deus trabalha. 
Eu fiz esse textão porque eu sabia que sem ele eu não ia conseguir continuar o blog, ainda ia ser a menina de 2015 e aqui, eu preciso ser quem eu sou no momento e por isso o blog vai mudar muito, porque eu estou em constante mudança. 

Eu fiquei tanto tempo procurando a musica certa pra me inspirar nesse texto, ou as palavras certas, ou até quanto eu podia expor as situações. Que foi quase engraçado encontrar a resposta para tudo isso em fotos antigas, não é obvio? hahaha 




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